quinta-feira, 12 de maio de 2011

Onde vamos parar...

Muitos usam um velho ditado para definir um estilo de vida: "Nunca me arrependo do que fiz,mas sim do que não fiz". Muito válido e interessante esta citação, mas como tudo, não deixa de ser uma faca de dois gumes.


Justifica-se que o ponto mais forte e positivo do ditado dá-se pelo incentivo da atitude de não se perder as oportunidades, que de fato, muitas vezes são únicas, e dessas por ventura tiram-se muitas experiências vividas, não só de emoções transmitidas por fábulas mas de muitas sensações sentidas a flor da pele.

Com o tempo aguça-se a adrenalina de um viver intensamente, chegando ao ponto de nada mais vir a ser suficiente para nos motivar a uma determinada empreitada, vem tão intenso quanto o frenesi da emoção o #tédio.


Arrisco-me a definir tédio como um sentimento permanente de insatisfação diante dos mais diversos fatos, a dificuldade das coisas, outrora interessantes, chamarem nossa atenção, crônicamente, nem mesmo a pessoa entediada é capaz de se dar a importância devida.

Talvez dai venham as chamadas doenças do século XXI e não se pode justificá-las senão pela liberdade de ação e expressão adquirida a longo do século passado quando se deixou de lado muitos protocolos e passou-se a viver a vida desenfreadamente.

Levando-se em conta a ilimitada grade de opções para se viver intensamente, o que não pode ser ministrado em doses seguras, não nos cabe tentar diagnosticar uma possível solução, somente podemos ter a sã consciência de algo dito por muito doutores, tudo que é em excesso, é prejudicial.


Hemos de ter dircernimento para avaliar até que ponto devemos a abusar da nossa existência sob atitudes muitas vezes forçadas afim de oportunizar momentos de êxtase que, mesmo a curto prazo, podem causar resultados irreversíveis.

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