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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

20 situações que só quem é o solteiro da turma vai entender

1. Tudo acontece muito rápido e quando você se dá conta é o único solteiro do grupo.

Tudo acontece muito rápido e quando você se dá conta é o único solteiro do grupo.

2. Aí todo mundo começa a te perguntar quando você vai começar a namorar.

20 situa��es que s� quem � o solteiro da turma vai entender

3. E você tem que explicar mil vezes que simplesmente nunca rolou nada sério com ninguém.

E você tem que explicar mil vezes que simplesmente nunca rolou nada sério com ninguém.

4. De repente vocês se vê constantemente em jantares ou cineminhas a três.

De repente vocês se vê constantemente em jantares ou cineminhas a três.

5. Depois de um tempo você não tem com quem ir pra balada.

Depois de um tempo você não tem com quem ir pra balada.

6. Mas acaba tomando coragem e indo sozinho.

Mas acaba tomando coragem e indo sozinho.
Getty Images/Brand X Jupiterimages / crescercomcristo.wordpress.com

7. O que é ótimo, porque você super acaba fazendo novos amigos.

20 situa��es que s� quem � o solteiro da turma vai entender

8. Quando tudo está entrando nos eixos os casais de amigos começam a brigar.

Quando tudo está entrando nos eixos os casais de amigos começam a brigar.

9. E você passa metade do seu dia ouvindo um dos lados, e a outra metade ouvindo o outro.

E você passa metade do seu dia ouvindo um dos lados, e a outra metade ouvindo o outro.

10. E depois de passar horas consolando e dando opiniões, aprende que o correto é apenas ouvir porque ninguém leva o que você fala em consideração.

E depois de passar horas consolando e dando opiniões, aprende que o correto é apenas ouvir porque ninguém leva o que você fala em consideração.

11. Todo mundo inveja a sua vida cheia de peguetes e emoção.

Todo mundo inveja a sua vida cheia de peguetes e emoção.

12. E sempre que você conta sobre suas noites rola um misto de julgamento com inveja.

20 situa��es que s� quem � o solteiro da turma vai entender

13. TODO MUNDO parece ter um amigo para te apresentar.

TODO MUNDO parece ter um amigo para te apresentar.

14. Mas ninguém apresenta efetivamente.

Mas ninguém apresenta efetivamente.

15. Sua vida é uma variação constante de frustração (por ser o único solteiro) e alegria (por se divertir tanto).

Sua vida é uma variação constante de frustração (por ser o único solteiro) e alegria (por se divertir tanto).

16. Quando as pessoas começam a casar sempre fica aquele climão e você acaba sendo padrinho/madrinha com uma pessoa nada a ver.

Quando as pessoas começam a casar sempre fica aquele climão e você acaba sendo padrinho/madrinha com uma pessoa nada a ver.

17. E quando começam a ter filhos você se ve obrigado a ligar para sua mãe para saber qual é o protocolo de visitas.

20 situa��es que s� quem � o solteiro da turma vai entender

18. Todo mundo te acha meio inconsequente pelo fato de você ainda sair de balada toda semana.

Todo mundo te acha meio inconsequente pelo fato de você ainda sair de balada toda semana.

19. Mas entendem que é absolutamente necessário, afinal você precisa conhecer novas pessoas.

20 situa��es que s� quem � o solteiro da turma vai entender

20. Você se sente o Pedro Álvares Cabral contando como é o Brasil para os portugueses explicando como funciona o novo aplicativo de pegação.

Você se sente o Pedro Álvares Cabral contando como é o Brasil para os portugueses explicando como funciona o novo aplicativo de pegação.
Esse é o Vasco da Gama, mas achei que ilustrava bem.

Fonte: http://www.buzzfeed.com/irangiusti/situacoes-que-so-quem-e-o-solteiro-da-turma-vai-entender

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Programa de Educação Fiscal de Sertão Santana realiza sorteio

O sorteio do Programa Educação Fiscal de Sertão Santana aconteceu no dia 31 de outubro as 14h30minh paralelo a Feira do Livro, a novidade este ano foi o sorteio de mascotes da campanha o Ser Notinha.
Em 2010 foi criada a Lei onde a partir de então seria implantado em toda a rede de ensino do município e concomitantemente o programa de incentivo a emissão de notas que é a Nota Cidadã e o Premiagro. Este programa existe no município desde 2011.


O Premiagro é outra atividade muito importante que acontece no município destinado ao talão do produtor rural, e o incentivo a emissão de notas de mercado, do consumo e do varejo, e as notas que o produtor rural emite de suas vendas. As escolas ficaram com a tarefa de trocar os cupons, porque o foco é o aluno desenvolver esta consciência neles.
Em 2011 foi feito um concurso para a escolha do mascote, o Ser Notinha realizado em conjunto das escolas municipais e Estadual, e também a escolha do slogan, “PARA SER CIDADÃO E NOTA FISCAL NA MÃO” mais a redação com o tema.
A melhor redação e o slogan escolhido foram de autoria de alunas da Escola Estadual de Ensino Médio Eduardo Secco, o desenho do mascote Ser Notinha foi elaborado por uma aluna da Escola de Ensino Fundamental Ruy Ramos, também data desta época a Criação do Grupo de Educação Fiscal Municipal. Desde então foram implementadas a participação dos professores envolvidos em oficinas desenvolvidas pelo setor responsável da Receita Estadual em seminários, mostras, feira de artes, feira do livro com exposição de trabalhos, teatro, e em 2013 culminou como seminário municipal. O programa vem crescendo tendo já chegado a 50.000 cautelas e este ano chegou a 45.000, tudo envolveu muito das escolas e a incessante atividade de divulgar a proposta de aumentar nossa arrecadação através do programa de troca das notinhas.
Existem duas maneiras de incrementar o retorno do ICMS sendo que o valor líquido de  R$141.000,00 este ano de 2014, foi devido somente a este trabalho de educação fiscal e incentivo a emissão de notas.
Segundo Cristina Pellegrini Barbieri com a implantação do programa PIT - Projeto de Integração Tributária - que o “município tem que comprovar as ações destas atividades duas vezes por ano e estas ações que revertem nestes valores diretamente”. Indiretamente a gente vai ter o valor total de varejo e de valor adicionado fiscal que será computado do valor de retorno de ICMS, então se tem duas frentes, os números reais absolutos diretos e os números por estimativa reais e indiretos.
Atualmente toda a região vem decrescendo com retorno do ICMS devido as constantes influencias climáticas que afetam a agricultura, principal fonte econômica dos municípios, e também tem a questão do preço da comercialização dos produtos agrícolas já que o valor do preço de venda interfere no montante de valor adicionado.
“Se hoje não existisse o Programa de Educação Fiscal, a gente estaria com de 5 a 10 % menos recurso...” comentou Cristina do setor da Secretaria da Fazenda.
Hoje o município também tem outra forma de incentivar o cidadão a pedir a nota fiscal que é através do PROGRAMA NOTA FISCAL GAUCHA. Para participar basta se cadastrar no site do programa https://nfg.sefaz.rs.gov.br/site/index.aspx  e colocar o CPF na Nota, concorrendo mensalmente a prêmios em dinheiro, específico de nosso município.


 O mascote
A idéia do mascote surgiu da necessidade de estimular as crianças a participarem da coleta das notinhas porque até então tanto a atividade quanto a premiação era direcionada para o público adulto com tablets, refrigeradores, televisores, microondas entre outros. Em conversas entre os organizadores veio a vontade de criar um mascote símbolo da campanha e em seguida as escolas foram envolvidas no programa das mais diversas formas.
Teve inicio com a ideia de incentivar os alunos porque na verdade a cabeça da criança esta sendo formada quando que a do adulto já está formada e não muda mais. O aluno que tem acesso a estas informações e que for estimulado de forma adequada pela escola tem mais chances de construir uma sociedade justa e consciente. Então, através de uma sugestão do nosso Prefeito Sérgio o CRAS entrou em atividade na confecção dos Mascotes, sendo neste primeiro momento criado trinta e seis unidades. Foi calmamente pensado no tipo de material a ser usado para a confecção e também o custo, a concretização destes mascotes ficou por conta das oficineiras Vera Ruskowski do Pirapó e a Vanessa Robe do Mato Bier alcançando um resultado excelente de criação destes mascotes, e conseqüentemente alegrando a criançada.
A distribuição foi feita da seguinte maneira sendo que o critério adotado foi um mascote para cada 50 alunos: Escolinha Infantil com 3, Rui Ramos com 3, Capitão Garcia com 3, Breno Feiden com 3, Eduardo Secco com 3 a Carlos Papke Sobrinho com 2  e 1 para a APAE.
Para que os alunos participassem era necessário entregar a nota fiscal e trocarem pelo cupom e concorrerem a um dos mascotes.
Segundo a professora Rosiani Schrank “a idéia de inserir nos conteúdos programáticos da rede municipal de ensino o Programa Educação Fiscal é fazer com que os alunos tenham consciência da importância deste tema para seu crescimento, onde temos direitos e deveres e qual é o nosso papel enquanto cidadão”.
RELAÇÃO DOS ALUNOS SORTEADOS COM A MASCOTE SER NOTINHA
Escola de Ensino Fundamental Carlos Papke Sobrinho – 2 mascotes
ALUNO: Elen Carmona – 5° ano
ALUNO: Camila Solka - 5° ano

Escola Infantil Anexo Ruy Ramos – 3  mascotes
ALUNO: Vitória Pereira Pinhati – 2° ano
ALUNO: Mauro Gabriel Kummel de Moura - Educação Infantil
ALUNO: Thalia Martins Papke – 1° ano

Escola de Ensino Fundamental Breno Feiden – 3 mascotes
ALUNO: Shayane Scholler Gibinski
ALUNO: Carlos Miguel Eitel
ALUNO: Eduardo de Souza Bielaski

Escola de Ensino Fundamental Ruy Ramos 3 mascotes
ALUNO: Ana Beatriz Propp Cardoso – 7° ano
ALUNO: Nicole Conceição de Oliveira – Educação Infantil
ALUNO:  Vinicius Gomes da Silva – 1° ano
Escola de Ensino Fundamental Capitão Garcia – 3  mascotes
 ALUNO: Endy Andriele Tavares Correa
ALUNO: Tabata Conter BAierfuss
ALUNO: Sara Storck Schmidt

Escola Estadual de Ens. Médio Comendador Eduardo Secco – 3 mascotes
ALUNO: Nicoli Schranck
ALUNO: Eduardo Woltmann
ALUNO: Giani Emanuelli Bonness

          RELAÇÃO DOS PREMIADOS DO PROGRAMA NOTA CIDADÃ
1° PRÊMIO:  1 REFRIGERADOR – Crislaine Weber
2° PRÊMIO:  1 TV LCD 32” - Luiz Alexandre Queiróz Malessa
3° PRÊMIO:  1 MICROONDAS – Flavio Luiz Bonness
4° PRÊMIO:  1 TABLET – Daiani Lima Schuerne
5° PRÊMIO:  1 BICICLETA – Maximiliano Bonness

A campanha continua com o sorteio previsto da II Etapa para março de 2015.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

24/7 by Claudia Laitano

O texto abaixo foi publicado na Zero Hora do dia 18/10, na página 4, vale a leitura e vale uma reflexão...

24/7

O comércio online tornou corriqueiros os serviços “24/7” (24 horas por dia, sete dias por semana). No Brasil, inventaram o tal “banco 30 horas” (24 horas por dia em casa, seis na agência).

Além da aritmética maluca – do tipo que se vê muito em tempos de eleição –, o slogan sempre me soou como uma espécie de profecia maldita, uma aterradora distopia bancária em que os dias teriam seis horas a mais, mas em vez de passear, namorar ou ficar de papo com os amigos, usaríamos todo esse tempo extra apenas para conferir extratos, pagar contas e ler eletrizantes brochuras sobre seguros de vida e títulos de capitalização.

Talvez as relações humanas estejam passando pelo seu momento “banco 30 horas”. É certo que os humanos foram programados para conviver uns com os outros – mas não 30 horas por dia, nem com tantas pessoas ao mesmo tempo. Amizades e relações casuais estão sofrendo um processo de sobrecarga extrema nesse convívio 24/7. Na intensa convivência das redes sociais, é como se reproduzíssemos, com pessoas que mal conhecemos, um nível de intimidade e troca de informações diárias antes reservado apenas à família, aos amigos muito próximos e aos amantes.

Moramos todos na mesma rua, e todas as janelas estão sempre abertas umas para as outras. Nos casos em que a afinidade não é eletiva, como nas relações familiares, já não podemos evitar alguns temas delicados. Eles estão todos lá, sobre a mesa, expondo diferenças muitas vezes irreconciliáveis que bem poderiam ficar em repouso pelo menos entre um Natal e outro.

Somos todos, sem exceção, cheios de manias e hábitos esquisitos. Nossas opiniões nem sempre são tão embasadas em fatos inquestionáveis quanto gostaríamos de acreditar e somos muito mais preconceituosos e egoístas do que estamos dispostos a admitir publicamente.

Na vida cotidiana, com amigos e familiares de carne e osso, o que torna a intimidade suportável é o afeto. Vindas de quem a gente gosta, até as pequenas bobagens do cotidiano têm lá seu interesse – e o resto é ruído. Ainda assim, não deveríamos exigir de nenhum tipo de relacionamento, nem mesmo os mais íntimos e duradouros, um atendimento modelo banco 30 horas, sem intervalos ou pausa para refresco.

Talvez a intimidade entre pessoas que mal se conhecem, assim como a convivência virtual excessiva entre pessoas que realmente se gostam, não sejam mesmo naturais – ou talvez isso exija de nós algum tipo de evolução adaptativa. Por enquanto, essa conexão permanente parece ser uma das muitas causas das explosões de raiva e intolerância que se veem nas redes sociais todos os dias, especialmente em uma época de ânimos exaltados como o período de eleições.



Nesse ambiente em que uma palavra mais dura não é amenizada por um toque ou um olhar, as primeiras vítimas são as relações mais frágeis e descartáveis – o que, de certa forma, diminui o ruído em volta. O risco é perdermos, por excesso de exposição, aqueles amigos que poderíamos manter por toda a vida – desde que não tivéssemos que vê-los e ouvi-los 24 horas por dia, sete dias por semana.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Vamos a luta gincaneiros...

Não sou muito de comentar no site da Zero Hora, mas tendo em vista tamanha falta de discernimento me obrigo, participo de gincana a 6 anos, sou líder de equipe, presidente da liga de Sertão Santana, me preocupo com as correrias, sim, mas ja foram pensados vários meios de diminuir e não há jeito, fica o exemplo pra quem já fez gincana interna, não tem como controlar cada um dos integrantes que queira chegar primeiro, bebida acredito que na grande maioria dos QGs seja proibido, mas também ninguém pode proibir ninguém de beber sendo esta uma droga lícita, concordo que deva haver uma liga estadual que estipule regras a nível estadual, levando em conta que Gincana, além de cultura e muita diversão não deixa de ser um comércio que movimenta milhões de reais ao longo do ano, todas as pessoas que realmente conhecem gincana sabem o quanto se gasta em transporte, alimentação, hospedagem e fora o valor investido em tarefas, não há incentivos e quando há é irrisório, considero por isso gincana um esporte,um esporte complexo que não há quem possa fazer sozinho, por isso nos unimos, foi uma fatalidade o acidente e o que comprova a união dos gincaneiros foram as milhares de postagens se solidarizando com a cidade de Butiá, nessa hora nos tornamos uma só equipe, levantamos uma só bandeira, ninguém quer perder um colega, um amigo, um rival que seja, todos tivemos uma segunda feira triste, mesmo os que não os conheciam, nossas gincanas perderam um pouco do brilho com a morte dos colegas da Dread, por que em todas as cidades, todos estão juntos. Espero sinceramente que a ZH, jornal conceituadíssimo, venha e retificar a forma como abordou o assunto, o mesmo necessita ser discutido, mas não hostilizando, mas sim achando meios de valorizar e dar a devida visibilidade aos eventos que aos poucos vem tomando conta do estado, afinal de contas, não tem como não se apaixonar por gincana, sugiro ainda, que marquemos uma data para fazermos um encontro de gincaneiros em Porto Alegre, afim de que a RBS utilize seu espaço de forma mais construtiva para falar de Gincana, talvez dia 12, dia em que todos nós estriamos em Butiá, fica a ideia. Vamos lutar por nossas Gincanas assim como lutamos por cada tarefa...

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Para refletir - O Galão d'água

Não tive como  não compartilhar este texto, há dias venho comentando, que a burocratização dos serviços públicos mais essenciais vem chegando inclusive a nosso município, algo simples que seria, talvez, um simples bom dia sorrindo, torna-se raro, boa vontade não custa nada, importar-se com o próximo não custa nada, fazer com amor o que cada um se propôs deveria ser uma dádiva e não obrigação. O texto abaixo exemplifica o importar-se com as pessoas, que o mesmo sirva para que todos os profissionais possam refletir, não há médico sem doentes, não há mecânico sem carros estragados, não venda sem clientes e assim por diante, que cada um possa exercer com amor sua profissão a assim prestar serviços mais qualificados ao próximo, não pelos outros, mas por si mesmo. A seguir mais um texto magnifico de Matha Medeiros, publicado na Zero Hora de 14 de Setembro último.
O galão d’água - MARTHA MEDEIROS
"Reproduzo o relato que minha filha recebeu pelo whatsapp de uma garota brasileira que mora no Japão: Ontem veio um homem aqui e deixou um galão dágua na frente da minha porta. Disse que durante a madrugada eles fariam uma vistoria nos encanamentos de água do bairro e por isso estavam passando para avisar, deixar o galão e pedir desculpas por terem que desligar o registro de água por algumas horas.
Eu disse para ele que não precisava deixar a água, afinal, estaríamos dormindo nesse horário, mas ele respondeu: Você paga suas contas todos os meses e nós temos obrigação de não deixar você sem água nem por um minuto. E ainda disse: Se precisar de mais, pode pedir. E assim seguiu a distribuir nas outras casas. Durante a madrugada, olhei pela janela e havia um grupo trabalhando nas ruas em silêncio. Hoje vieram novamente, casa por casa, só para agradecer. 
Pois é. Não é assim que deveria ser tudo na vida? Decência, responsabilidade e educação: por que é tão raro, tão complicado? A simplicidade da cena: um galão d’água deixado de porta em porta para o caso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas horas da manhã, às três horas da manhã.
Não é caridade, e sim direito do cidadão que paga taxas e impostos. Eu não deveria me comover com isso, mas me comovo, porque a gente cumpre com os compromissos como qualquer japonês, qualquer sueco, qualquer canadense, mas onde está a contrapartida? 
" A humildade é a única base sólida de todas as virtudes. Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros."
Acho que isso explica nossa desesperança de que uma eleição mude alguma coisa. Já não acreditamos que um candidato consiga não se deixar corromper pelo poder, que possa governar sem dever favores para outros partidos, que solucione as mazelas do povo em detrimento das negociatas de gabinete. Política passou a ter um sentido desvirtuado.
Ninguém obriga um homem ou uma mulher a se candidatar a um cargo público. Se ele se oferece para a missão de governar, deveria fazer isso unicamente por seu espírito altruísta. Mas soa como piada. Altruísmo na política brasileira? Tem graça.
Um galão d’água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil. Um policial em cada esquina. Nota fiscal entregue em todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte. Ruas bem sinalizadas. Transporte farto, barato e que cumpra horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas eficientes. Confiança em vez de burocracia. Sinceridade em vez de enrolação. Agilidade em vez de empurrar com a barriga. Se todo mundo concorda que é assim que tem que ser, por que não acontece, quem emperra?
Não é só culpa de quem governa, mas dos governados também. Viciados em retórica, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas, sempre nos perguntando “como posso faturar com essa situação?”, não permitimos que o Brasil se moralize e avance.
Galão d’água na porta de casa? Só com um troquinho por fora, meu irmão."
Domingo, setembro 14, 2014
O galão d’água - MARTHA MEDEIROS
ZERO HORA